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Google anuncia o Chrome OS. Para os mineradores nada muda…

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Google anunciou esta semana que pretende entrar na briga pelo mercado de Sistemas Operacionais com a Microsoft. Segundo o blog da empresa o Chrome OS estará disponível para NetBooks a partir de 2010.

Basta a Google lançar qualquer coisa e isto já vira notícia na WEB e, por consequência, nas disciplinas de tecnologia das Universidades. Dessa vez não foi diferente. Mal a notícia caiu na rede e os meus alunos, especialmente da disciplina de Banco de Dados, já me perguntavam como isto poderia influenciar trabalhos de Mineração de Dados.

A resposta para a questão é sim: não influencia em nada (ao menos por enquanto). A Google deixou claro que pretende lançar um sistema operacional voltado para Web, ou seja, o foco (repito, ao menos por enquanto) é o usuário final e não programadares, analistas, etc. Vai demorar muito para vermos (se é que vamos ver) um Oracle ou um PostgreSQL para Chromos OS.

Deu no New York Times: Data Mining X Terrorismo X Privacidade

terça-feira, 10 de março de 2009

A sempre crescente preocupação americana com o Terrorismo trouxe a tona um assunto altamente relevante, mas nem sempre presente, nas discussões sobre Data Mining: a Privacidade. O jornal The New York Times publicou recentemente um artigo que sobre os três temas.

Segundo o Jornal, desde os atentados de 11 de setembro de 2001 o governo federal americano tem feito uso maciço de softwares de mineração de dados a fim de identificar possíveis terroristas. Em geral, são analisados registros sobre hábitos de viagem, uso do e-mail, transações financeira e outros. O grande problema é que os dados dos suspeitos são vasculhados sem mandados judiciais.

Um grupo formado por políticos e cientististas realizou um estudo para verificar a real eficiência dos métodos. Num trabalho de 352 página o grupo adverte que “será extremamente difícil de alcançar” os objetivos iniciais do projeto, ou seja, encontrar possíveis terroristas, devido a problemas legais, tecnológicos e logísticos.

O trabalho destaca também que a eficiência das técnicas de Data Mining para fins comerciais é comprovada, entretanto existem poucas provas que confirmar que essas mesmas técnicas de trabalho realmente podem encontrar terroristas, apesar da crescente utilização nos últimos anos. O motivo, segundo o grupo, é que a amostra de conhecidos terroristas e ataques reais é tão pequena que é difícil estabelecer padrões de comportamento suspeito.

Além disto, ainda existe o risco de que ao acumular enormes quantidades de informações se produza também “um enorme número de alarmes falsos”, já que “mais dados não significam melhor os dados”, como bem disse William J. Perry, o ex-Secretário da Defesa americano e vice-presidente da equipe que realizou o trabalho.

A notícia original, em inglês, pode ser lida aqui.

Data Mining na prática - O caso da Nossa Caixa

segunda-feira, 2 de março de 2009

Após dois meses de inatividade, por causa das férias da faculdade e de uma série de compromissos ligados a FP2, o blog volta a sua atividade com um caso de prático de uso de Data Mining pela Nossa Caixa, banco de São Paulo, que recentemente foi incorporado pelo Banco do Brasil.

A fonte da notícia abaixo é o site Baguete:

“O Banco Nossa Caixa acaba de inaugurar um sistema de prevenção a transações financeiras fraudulentas baseada em redes neurais. O banco investiu R$ 20 milhões no projeto, que também inclui softwares, hardwares e serviços.

A solução beneficiará cerca de 2,5 milhões de clientes que usam frequentemente o cartão de débito e deverá atingir cerca de 500 mil usuários do Net Banking da Nossa Caixa.
O sistema opera como um “cérebro eletrônico” que interage com uma ampla base de informações constituída a partir da correlação de dados provenientes dos canais de atendimento, tipos de transações e locais comumente usados pelos clientes, além do controle realizado pelas redes neurais e implementação de regras de negócios.

José Waldir Carvalho, gerente do departamento de Segurança da Informação da Nossa Caixa, afirma que o sistema é inovador porque vai além da adoção isolada de redes neurais e  emprega ferramentas usadas para proteger os ativos de tecnologia da informação do próprio banco (hardwares, softwares e conectividade) e integra toda a rede de agências e NetBanking.

A “inteligência artificial” constrói o perfil do usuário a partir do reconhecimento das transações mais comuns e dos valores normalmente movimentados por meio de cartão de débito, além de considerar os endereços mais frequentes dos canais mais utilizados, inclusive nas operações feitas pelo NetBanking.

O cruzamento de todos esses dados permite identificar os padrões comportamentais das operações de cada cliente, identificar e interromper transações suspeitas em tempo real. Essa operação é feita por meio de cálculos estatísticos que determinam o “score” que deve ser usado para alto, médio e baixo risco das transações realizadas. A cada transação o sistema aprende como é o comportamento do cliente.

Ao detectar uma possível fraude, o sistema pode exigir, por exemplo, dados ao cliente que confirmem ou não a suspeição, solicitando informações pessoais ao cliente. Se os indícios de violação forem procedentes, a transação poderá ser imediatamente bloqueada.

Desenvolvida com tecnologia de ponta pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), o modelo de redes neurais usado pelo Banco Nossa Caixa faz parte de uma solução antifraude que vem sendo implantada pelo banco desde abril de 2008.”